15.3.1990 - 2.10.1992
Economista e jornalista, nascido na cidade do Rio de Janeiro em 12 de agosto de 1949, iniciou sua carreira política como prefeito de Maceió (1980-1982). Foi eleito deputado federal (1983-1987) pelo Partido Democrático Social (PDS) e governador das Alagoas (1987-1989) pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Fundou o Partido da Reconstrução Nacional (PRN) e por ele elegeu-se presidente da República em 1989 no segundo turno, tendo por vice Itamar Franco.
No início de seu mandato como presidente da República, Collor de Mello anunciou um plano econômico para o combate à inflação que confiscou contas de poupança, contas correntes e investimentos financeiros (a partir de determinado valor) de milhões de brasileiros. O programa de governo implementado previa também a extinção de órgãos públicos federais, a demissão e disponibilidade de funcionários da União, além de promover a privatização de inúmeras empresas públicas. A eliminação das tarifas aduaneiras, uma das medidas implementadas pela equipe econômica chefiada por Zélia Cardoso de Melo, então ministra da Fazenda, teve grande impacto nas importações brasileiras, que, além de aumentarem, passaram a incluir uma pauta de produtos supérfluos. O país entrou em recessão econômica, com a queda da produção industrial, expansão do desemprego e redução do PIB. A política econômica deu sinais de esgotamento com a volta da inflação no final de 1990, o que obrigou o governo Collor a instituir o chamado Plano Collor II, em janeiro de 1991. De modo geral, o projeto de “modernização” implementado pelo governo, visando à diminuição de gastos públicos e ao incentivo à economia de mercado, ajustava-se à ideia de “Estado mínimo” e à nova ordem mundial, conceituada como neoliberal.
Em 1992, foi denunciado um grande esquema de corrupção no governo, comandado por Paulo César Farias, ex-tesoureiro da campanha presidencial de Collor. A Comissão Parlamentar de Inquérito, instalada para investigar as denúncias, encerrou seus trabalhos recomendando o afastamento de Fernando Collor de Mello da presidência. Respaldada por grande apoio popular, a abertura do processo de impeachment foi proposta pelos presidentes da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e aprovada pela Câmara dos Deputados em 29 de setembro de 1992. Afastado do cargo temporariamente, Collor foi substituído pelo vice-presidente Itamar Franco. Em 29 de dezembro de 1992 renunciou à presidência da República, horas antes de ser condenado pelo Senado Federal por crime de responsabilidade, perdendo seus direitos políticos por oito anos.
Disputou o governo do estado de Alagoas em 2002 e 2010, mas foi derrotado em ambas as eleições. Em 2006, foi eleito senador por Alagoas pelo Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), migrando, em seguida à posse, para o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Reelegeu-se ao Senado em 2014. Em 2022 candidatou-se a governador das Alagoas novamente, mas não foi eleito. Em maio de 2023 foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção passiva e lavagem de dinheiro a 8 anos e 10 meses de reclusão.
Sua prisão em regime fechado foi determinada em abril de 2025 pelo ministro do STF Alexandre de Moraes. Atualmente encontra-se em prisão domiciliar em virtude da idade avançada e de doenças pré-existentes.